Ariel da Silva: Quando o corpo fala antes da voz
Tem gente que descobre a dança como quem encontra um palco. Ariel da Silva descobriu como quem escuta um sussurro — e decidiu responder.
Nascido em São João de Meriti (RJ), ele começou onde quase nada ajudava: sem espelho, sem estrutura, com uma cadeira servindo de barra. Mas, mesmo assim, ele enxergou um futuro onde ainda não existia reflexo.
E talvez seja exatamente por isso que a história dele prende: não é só sobre dança. É sobre persistir quando as portas fecham, e criar caminho com o que se tem — mesmo quando parece pouco.
Uma trajetória construída na raça
Crescer na Baixada Fluminense significou ouvir muitos “não” e sentir, todos os dias, a pressão de “provar o próprio lugar”. Só que o Ariel não virou as costas.
Ele correu atrás: fez rifa, vaquinha, pediu apoio, se articulou, estudou, e agarrou oportunidades dentro e fora do país. Em um momento decisivo, foi aprovado para um curso com bolsa integral fora do Brasil — mas precisou lutar para viabilizar o que a bolsa não cobria. Ele deu um jeito. E foi. Não por sorte. Por decisão.
A janela que virou porta
Na entrevista, ele conta que o vídeo da inscrição nasceu num período delicado: a pandemia. Era um momento de batalha interna para não desistir — e ele transformou isso em arte, gravando na janela de casa, com um conceito simples e poderoso: quando uma porta
se fecha, outra se abre.
Aquilo virou registro, virou força, virou impulso.
E, de algum jeito, virou destino.
Professor, artista e inquieto (do jeito certo)
Hoje, além de bailarino, o Ariel também é professor de balé clássico — e levou a formação a sério: iniciou a formação do Balé Nacional de Cuba, avançando nos níveis e aprofundando repertório, preparação física e metodologia.
Ele também transita por outras técnicas (como dança moderna) e carrega uma energia que dá para sentir de longe: curioso, intenso e muito vivo. Do tipo que não quer ser melhor do que os outros — quer ser melhor do que ele mesmo, todo dia.
Carnaval, câmera… e reality
Como se não bastasse, ele vive outro universo que tem tudo a ver com performance: Carnaval do Rio, com participação em comissão de frente — e uma história longa dentro desse mundo desde 2016.
E agora, dentro do Evidence Lovers, ele chega com uma mistura perfeita: carisma + maturidade + humor + energia de quem sabe viver o momento.
Metamorfose, para ele, é tempo e coragem
No podcast, ele define metamorfose de um jeito que fica na cabeça:
às vezes, é preciso ficar no casulo — e respeitar o tempo da própria mudança. Uma hora, você fica pronto para voar. E talvez seja isso que faz tanta gente se identificar com ele: Ariel não romantiza o caminho. Ele só prova que dá.
Agora a pergunta é: o que você ainda vai descobrir dele aqui dentro?
Team Ariel!
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Agora me conta nos comentários: o que você acha que mais define o Ariel — coragem, disciplina ou metamorfose?
