Isabela Renzo: Quando a vida muda o rumo — e a arte continua.
Tem histórias que parecem linha reta.
A de Isabela Renzo nunca foi.
Ela nasceu em São Paulo, cresceu em Joinville e, aos 23 anos, já viveu mais curvas do que muita gente vive em décadas. Mas se tem algo que nunca saiu do eixo foi a arte.
Do esporte à arte: o primeiro desvio
Aos quatro anos, já estava na ginástica rítmica — disciplina, força, flexibilidade e um sonho muito claro: ser ginasta profissional. A dança sempre esteve por perto, mas como complemento, como apoio técnico, quase como coadjuvante. Até que a vida começou a mostrar que nem todo sonho permanece o mesmo.
Com o passar dos anos, Isabela percebeu que o caminho da ginástica talvez não fosse o destino final. O corpo que não se encaixava no padrão esperado começou a abrir espaço para outra descoberta. O jazz, que antes dividia atenção com o esporte, passou a ocupar um lugar mais profundo. Não foi uma decisão imediata. Foi um processo. Um reconhecimento silencioso de que ali havia algo maior.
Quando a arte chama — e você decide atender
O ponto de virada veio de forma inesperada: um curso de férias em São Paulo, uma audição quase despretensiosa e uma bolsa que mudaria tudo.
Com 85% de incentivo para integrar um grupo importante, Isabela precisou tomar uma decisão rápida. Faculdade cancelada, malas prontas, mudança de cidade. Foi ali que ela começou a se enxergar não apenas como alguém que dançava — mas como artista.
São Paulo ampliou horizontes. Trouxe referências, exigências, amadurecimento. Foi o período em que ela entendeu que a arte poderia ser profissão. Mas também foi o período em que a vida decidiu testar sua estrutura.
A curva que parecia interromper tudo
Aos 22 anos, grávida. No meio de planos em construção, contratos encaminhados e uma carreira que começava a ganhar forma, Isabela precisou pausar. A sensação inicial foi de retrocesso. Voltar para Joinville significava voltar para um lugar que ela acreditava ter deixado para trás.
Ela interrompeu estudos, projetos e previsões. Voltou para perto da mãe, buscou rede de apoio e enfrentou medos que não eram apenas profissionais — eram pessoais, físicos, emocionais.
Mas o que parecia um passo atrás, com o tempo, começou a ganhar outro significado.
O corpo que muda. A mente que amadurece.
Isabela já havia escutado que seu corpo não era “ideal” para determinados estilos. Já havia sentido que o ballet era um território de tensão. Já questionou padrões que pareciam inquestionáveis.
Depois da maternidade, o corpo mudou novamente. Mas dessa vez, junto com ele, veio uma maturidade que alterou a forma como ela se vê no palco e na sala de aula.
Ela fala sobre persistência com outra calma. Sobre disciplina com outra compreensão. Sobre erro com menos rigidez.
Hoje, Isabela entende que padrão é imposição — e constância é escolha. E essa diferença muda tudo.
A artista que não deixou de existir
Voltar para Joinville não significou abandonar sonhos. Significou reconstruí-los. Isabela segue ensinando, criando, coreografando e se apresentando. Continua estudando, continua buscando, continua dançando. Mas agora com outra perspectiva. Com outra força.
Ela não romantiza a dificuldade. Não esconde o medo. Mas também não permite que ele defina a narrativa. Se existe uma palavra que define sua trajetória até aqui, talvez seja metamorfose. Não aquela que acontece de fora para dentro, mas a que transforma estrutura, pensamento e identidade.
E o que essa transformação significa dentro do Evidence Lovers? Isso você vai precisar assistir para entender.
Team Isabela!
Se você acredita que a arte não precisa seguir um padrão para existir, venha torcer por ela.
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Isabela representa mais para você: coragem, resistência ou transformação?
