Maria Eduarda e a arte de sair da zona de conforto.
Tem gente que muda o cabelo por impulso.
Madu escolheu o azul como quem escolhe um símbolo.
No começo era só uma vontade de fazer algo diferente, sair do “mesmo de sempre”, experimentar uma cor que combinasse com o que ela sente por dentro. Só que, em algum momento, essa escolha deixou de ser estética e virou identidade: nas competições, nos encontros, nos bastidores… ela passou a ser reconhecida como “a menina do cabelo azul”. E, curiosamente, isso diz muito sobre ela.
Porque Madu tem esse jeito de quem se permite ser vista — do jeito que é.
Quando a dança deixa de ser fase e vira caminho
Ela começou a dançar aos 8 anos, pelo clássico. Daquele balé de infância, aos poucos, a dança foi ganhando peso, espaço e decisão. Lá pelos 13, 14, veio a certeza silenciosa: não era só uma atividade… era o que ela queria para a vida.
O detalhe é que, por um bom tempo, ela ficou ali — firme no clássico, mergulhada na rotina, vivendo a técnica com disciplina. Só que chega um ponto em que o corpo pede outra pergunta: “e se eu descobrir mais versões de mim? ”E foi esse “e se” que mudou tudo.
O dia em que ela experimentou — e algo virou
Madu conta que conheceu o jazz de um jeito quase casual: um workshop, um momento em que ela decidiu “tentar”, só para ver como era. Mas tem experiências que não entram na nossa vida como passatempo — entram como porta.
A partir dali, ela começou a perceber que existir como artista não precisava ter um formato único. Que não era “ou isso ou aquilo”. Que ela podia continuar sendo clássica… e ainda assim se permitir expandir.
E esse tipo de coragem é sempre o início de alguma coisa grande.
A pausa que ensinou o corpo a falar mais alto
Só que a vida também ensina na marra.
Em um momento importante da trajetória, Madu precisou parar. O corpo deu sinais por muito tempo — e ela, como muitos bailarinos, tentou normalizar a dor. Só que o que parecia “mais uma canelite” era algo maior. A pausa veio com susto, com medo, com aquela sensação de que tudo poderia escorregar das mãos.
E é aqui que a história fica interessante: porque, para Madu, parar não foi o fim do ritmo. Foi o começo de uma consciência. Depois dessa fase, ela voltou diferente. Não só fisicamente — mas mentalmente. Com outro respeito pelo próprio limite. Com outro compromisso com o cuidado. Com outra maturidade sobre o que significa sustentar uma carreira artística por muitos anos.
Fora da zona de conforto — e dentro do que ela é
Quando apareceu a oportunidade de viver o Evidence Lovers, Madu não fingiu costume. Ela mesma diz que é algo completamente novo, uma experiência que ela nunca viveu: conviver, criar laços, encarar provas, atravessar desafios que não são só de palco.
E talvez seja por isso que ela esteja aqui.
Porque Madu é a mistura rara de disciplina e autenticidade: uma bailarina que treina sério, mas que não quer ser “molde”. Uma artista que ama técnica, mas também quer expansão. Uma pessoa que sabe que dançar é se transformar — inclusive quando isso exige sair da zona de conforto.
E o que ela vai mostrar lá dentro… é exatamente o que você ainda não viu dela.
Team Madu!
Se você já sentiu que a dança te pede coragem (mesmo quando dá medo), vem com ela.
CUPOM: TEAMMADU
Use no site e faça parte da torcida da Madu.
Agora me conta: você é do time que ama o clássico, o jazz, ou ama ver a artista se reinventando?
