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Surgimento do tango: entenda como e onde começa a história

Além da sua origem argentina e passos marcados pela sensualidade, pouco se sabe sobre o surgimento do tango, como essa dança começou a ganhar

espaço no mundo e a sua influência cultural na música, no cinema e nas expressões artísticas por todo o mundo.

E é sobre esse assunto que falaremos no post a seguir. Ficou interessado? Então continue a leitura e se encante por esse ritmo!

O ritmo proibido

No final do século XIX, a Argentina abriu as portas para imigrantes homens de todo o mundo dispostos a ampliar a sua mão de obra.

Esse excedente populacional masculino passou a movimentar os prostíbulos do país, locais em que casais improvisavam letras e passos, repletos de sensualidade e considerados impróprios — e até mesmo proibidos — fora desses espaços. Nascia então, o tango.

Oriundo dos subúrbios de Buenos Aires, o seu surgimento é associado a uma mistura de ritmos trazidos por italianos, espanhóis e cubanos. Não há uma certeza sobre a sua etimologia, mas a teoria mais aceita é de que “tango” seja uma palavra de origem africana, que significa “dentro de casa” — em referência aos espaços fechados em que era dançado.

A época de ouro

Somente no fim da década de 1910, o ritmo se popularizou e ganhou mais qualidade técnica, nas vozes e mãos de músicos profissionais. Antes dessa época, é difícil encontrar até mesmo registros ou partituras de tango e um dos principais instrumentos associados ao ritmo, o bandonéon, mal havia chegado à Argentina.

A época de ouro do tango começou com a sua chegada à Europa, com desembarque em Paris. O estilo sensual e excêntrico da dança conquistou os europeus e, em seguida, o resto do mundo.

Sua expressividade se deu, por meio de grandes vozes como Carlos Gardel, cantor e ator, que internacionalizou o tango e o levou às telas do cinema hollywoodiano, em filmes como “El Dia que me Queiras”; e Astor Piazzola, que acrescentou ao tango influências de jazz e músicas eruditas.

“Um pensamento triste que se pode dançar”

Na Argentina o tango tornou-se um sinônimo de paixão e melancolia. O poeta e compositor Enrique Discépolo o definiu como “um pensamento triste que se pode dançar”.

O poder do ritmo e, principalmente, de sua dança, está na expressiva e dramática expressão corporal dos dançarinos e na sua maneira única de misturar sensualidade, tristeza e até mesmo agressividade em uma única coreografia.

A dança feita em par

Mesmo passando por uma renovação, com a criação de novas modalidades — Vals, Tango de Salão, Nuevo Tango e Milonga, por exemplo — o surgimento do tango como dança ainda é marcado por passos cerrados, feitos em par, em que é o ombro esquerdo conduz a dança, enquanto o resto do corpo se mantém levemente inclinado.

Com, pelo menos, oito passos principais, mesmo parecendo complexo, o tango é considerado uma dança fácil de aprender. Sua trilha sonora é marcada por instrumentos musicais como o violino, o piano, a flauta e o bandoneón.

Muitas pessoas acreditam que assistir a uma apresentação de tango é assistir à uma história de amor, com todas as suas nuances. Isso ajudaria a explicar porque ainda hoje ele é uma das expressões artísticas mais conhecidas no mundo e um “patrimônio imaterial da humanidade”, de acordo com a UNESCO.

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