Anna Pavlova: conheça a história da primeira bailarina do mundo

Você sabe quem foi a primeira bailarina do mundo e qual a sua história? Mesmo que a história do ballet remonte a 1681, nas longínquas cortes italianas, somente séculos depois que a dança foi se transformando no que conhecemos hoje. E devemos isso à Anna Pavlova.

A bailarina nasceu no dia 12 de fevereiro de 1881, em São Petersburgo, na Rússia. O despertar de seu amor pela dança aconteceu quando ela tinha 8 anos, graças ao espetáculo “A Bela Adormecida”. A partir de então, Anna se tornou uma artista extraordinária que mudou os rumos do ballet clássico. 

Venha conhecer mais sobre a história de Anna Pavlova e como ela se tornou um dos grandes nomes do mundo do ballet!

Estreia no ballet

A primeira bailarina do mundo só conseguiu alcançar esse posto graças à sua persistência. Anna foi rejeitada na Escola Imperial de Balé de São Petersburgo por causa de sua idade e altura, já que era considerada baixa. Entretanto, ela continuou seus treinos e foi aceita aos 10 anos.

Após se graduar aos dezoito anos, entrou no corpo de baile do Ballet Imperial Russo e sete anos depois se tornou primeira bailarina. Então, começou suas apresentações no palco principal do Teatro Mariinski. Depois disso, Pavlova começou a se apresentar pela Europa e, posteriormente, passou a viajar o mundo com sua dança.

Anna Pavlova no Brasil

A bailarina teve uma relação bastante intensa com o Brasil e veio se apresentar diversas vezes em diferentes cidades. Durante os anos de 1917 e 1918, a sua companhia fez uma turnê na América Latina, o que despertou seu interesse em danças tradicionais dos países que visitou. 

Conheça um pouco sobre as vindas da bailarina ao Brasil:

  • 1918: apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, dançando “Amarilla”, “Flocos de Neve” e “Divertissements”. Também fez outros espetáculos no Teatro Municipal de São Paulo e no Teatro da Paz, em Belém do Pará;
  • 1919: apresentou-se novamente no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e fez espetáculos bailados e óperas, entre eles “Mefistófeles”, “Guarani” e “Aida”. Em outubro do mesmo ano, fez uma temporada curta no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, com a reformulação de Ivan Clustine de La Péri”, e também sua própria criação, “Folhas de Outono”;
  • 1928: fez sua última apresentação no Rio de Janeiro em bailados como “A Noite de Valpurgis”, “A Bela Adormecida”, “Despertar de Flora”, “O Último Canto”, “Don Quixote”, entre outros.

Sapatilha de ponta

A bailarina foi uma das primeiras a utilizar um reforço de couro em sua sapatilha de ponta. Por ter os peitos dos pés mais curvados e os pés finos. Esse reforço foi fundamental para diminuir o estresse nos dedos. 

Além disso, a ponteira de couro facilitava a execução do “en pointe”, mas deixava a sapatilha com a base mais larga. Como o ballet é caracterizado por sua delicadeza, a bailarina costumava retocar suas fotos para deixar as pontas menores.

Turnês e participação em filmes

Anna Pavlova rodou por muitos países com suas apresentações. O ballet mais famoso do qual participou foi “A Morte do Cisne”, recriado pelo coreógrafo Mikhail Fokine especialmente para ela. A bailarina participou de muitas turnês pela Europa, América do Sul, Estados Unidos, Ásia e muitos outros lugares.

Até mesmo no cinema Pavlova se destacou, como na participação no filme “The Dumb Girl of Portici”, em 1916. Já em 1917, ela e sua companhia também fizeram uma versão de “A Bela Adormecida” no filme “The Big Show”. Dessa maneira, a primeira bailarina continua sendo uma grande inspiração até hoje e motiva praticantes da dança a correrem atrás de seus sonhos.

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